A era de Jurol
E era Agosto de 2019
Dentro o meu corpo
Formigava de alegria
Uma gostosura desconhecida
A primeira vez que vi
Foi num lugar
Que todo mundo da cidade/
Universidade
Conhecia
Eu agachada e ela erguida
Ela mestranda, História
Eu graduanda, Geografia
Nem sabia, quando me viu
Fez com a cabeça Igual
a Dona Florinda
Olhei também, sorri e pensava:
Essa moça nunca vai querer me fazer companhia
E que surpresa
como amiga, foi morar comigo
Um dia, ela na pia, lavando vasilha
Eu passei atrás e quase dei um abraço
Sem nem mesmo conhecer direito
Como daria um abraço desses?
Nem intimidade tinha
Chegou Setembro de 2019
Entre a manhã e tarde de Setembro
No dia da falsa felicidade
brasileira de independência
Realmente ainda portuguesa
Não sabia que mais bagunçada que o
Brasil, era eu. E besta é tu
7 de Setembro sol quente
Pelano
O gado soltando foguetes
Mas
Naquele momento, o foco não era esse.
Dentro o meu corpo
Formigava de alegria
Uma gostosura desconhecida
Jamais imaginaria...
Ela disse que queria
O que menos a cuca dizia:
Quero ser sua companhia.
Me deu colo,
fez carinho na minha cabeça
Eu ria do nojo que ela tinha
Do sofá na varanda, pelo de cachorro
gases de gente humana
De lá dedos leves
Sorrisos com os olhos e dentes
De cá sorrisos coração pipocando
Descontrai pra não transparecer a emoção
Graças aos cinegrafistas,
Artistas e tudo mais
Nas quais nunca lembro o nome
Ela me fez o melhor convite
Pra assistir o melhor filme
Mas este ainda eu nunca vi.
E olha procê vê, que coincidência
da película, ali pude encontrar
O melhor lugar, o que tava ela
Ali, no mais simples do conforto
Colchão no chão e ainda te amo.
11 de Outubro de 2022
01:50
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