quarta-feira, 31 de outubro de 2018


A era de Jurol

E era  Agosto de 2019

A primeira vez que vi
Foi num lugar 
Que todo mundo da cidade/
Universidade
Conhecia

Eu agachada e ela erguida
Ela mestranda, História
Eu graduanda, Geografia
Nem sabia, quando me viu
Fez com a cabeça Igual 
a Dona Florinda

Olhei também, sorri e pensava: 
Essa moça nunca vai querer me fazer companhia
E que surpresa
como amiga, foi morar comigo

Um dia, ela na pia, lavando vasilha
Eu passei atrás e quase dei um abraço
Sem nem mesmo conhecer direito
Como daria um abraço desses?
Nem intimidade tinha

Chegou Setembro de 2019

Entre a manhã e tarde de Setembro
No dia da falsa felicidade 
brasileira de independência 
Realmente ainda portuguesa
Não sabia que mais bagunçada que o 
Brasil, era eu. E besta é tu

7 de Setembro sol quente
Pelano
O gado soltando foguetes
Mas
Naquele momento, o foco não era esse. 

Dentro o meu corpo 
Formigava de alegria
Uma gostosura desconhecida
Jamais imaginaria...

Ela disse que queria 
O que menos a cuca dizia:
Quero ser sua companhia. 

Me deu colo, 
fez carinho na minha cabeça 
Eu ria do nojo que ela tinha
Do sofá na varanda, pelo de cachorro
gases de gente humana 

De lá dedos leves
Sorrisos com os olhos e dentes
De cá sorrisos coração pipocando
Descontrai pra não transparecer a emoção

Graças aos cinegrafistas, 
Artistas e tudo mais
Nas quais nunca lembro o nome
Ela me fez o melhor convite
Pra assistir o melhor filme 
Mas este ainda eu nunca vi.

E olha procê vê, que coincidência
da película, ali pude encontrar  
O melhor lugar, o que tava ela
Ali, no mais simples do conforto
Colchão no chão e ainda te amo. 



11 de Outubro de 2022
01:50

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